Call Of Duty Black Ops III – Drunk Gamer e Análise Completa

E hoje é aquele dia do ano em que mais um Call Of Duty chega ao mercado. O game já está disponível no mundo todo e dessa vez trata-se do terceiro capítulo da saga Black Ops.

Em toda franquia de Call Of Duty, o primeiro Black Ops e Black Ops II, na minha opinião, são os jogos que apresentam melhor história. O primeiro jogo, que se passa na guerra fria, traz muitos elementos interessantes, este foi o game que popularizou o modo Zumbi em Call of Duty.

O segundo, faz um link de passado e futuro, com uma história muito interessante e bem construída, juntando décadas de história e elementos do mundo real (como por exemplo, o ex-ditador do Panamá, que até tentou processar o game) e conta com 5 possibilidades de finais alternativos baseados nas tomadas de decisões do jogador;

Essa saga é produzida pelo estúdio Treyarch que já contribuiu muito para a franquia COD, sendo que Black Ops II ainda  foi mais bem recebido pela crítica especializada do que os seus predecessores produzidos por estúdios diferentes.

Quando jogamos o game pela primeira vez no beta teste, sentimos a diferença na jogabilidade que lembra uma mistura de Titanfall com Advanced Warfare, mas traz algumas diferenças, como por exemplo o pulo, que agora não se trata mais de pulo duplo, é preciso segurar o botão para dar uma “voadinha” e é possível controlar melhor o seu salto por um curto período de tempo.

Black Ops III trouxe também uma nova maneira de customizar seu soldado. Ele traz o tradicional sistema de loadout com 10 slots para armas, itens e equipamentos, mas agora tem a diferença na escolha do especialista, o que gera ainda mais opções.

Cada especialista carrega uma poderosa arma que varia de acordo com a classe. O jogador precisa escolher qual prefere e cada um deles conta com duas opções de equipamento.

O lance de escolher um especialista parece legal num primeiro momento, mas com o tempo a impressão que dá é que as classes não são muito bem equilibradas e vamos acabar ignoramos algumas delas.

Em compensação, o game tem mapas muito legais no modo multiplayer, cada um deles parece ter sido pensado meticulosamente, com spots planejados para favorecer a nova mecânica de movimentação, armas e habilidades especiais que dão muitas opções diferentes para criar estratégias.

Se os outros games da franquia COD já eram frenéticos, prepare-se, pois o multiplayer de Call of Duty Black Ops III consegue ser ainda mais dinâmico que seu predecessor, o Advanced Warfare.

Com a possibilidade de andar nas paredes, no estilo de Titan Fall e a nova opção de “voadinha” com controle de altura do pulo, faz com que os jogadores tenham muita opção de movimentação, isso sem levar em conta algumas das habilidades especiais que podem acelerar as coisas ainda mais.

Como não poderia deixar de ser, o game traz o tradicional modo zumbi, que apesar das armas modernas e das novas habilidades, está bem difícil, mas é uma adição muito legal, especialmente para jogar com seus amigos.

O modo campanha entretanto, está um tanto quanto decepcionante. O que era um ponto de destaque na saga Black Ops, dessa vez é o seu ponto mais fraco, parece que ele está ali só para cumprir tabela. É claro que a campanha tem seus bons momentos, como algumas clássicas cenas de escapadas mirabolantes no melhor estilo de filmes de Hollywood e tal, mas no geral, chega a ser entediante e cansativo repetir o mesmo procedimento de mirar e atirar em uma variação limitada de inimigos que sempre acabam reagindo da mesma maneira.

Em compensação, a campanha trouxe uma novidade muito bem vinda que pode mudar a rotina e aumentar significativamente a diversão. Dessa vez o game conta com a opção de campanha cooperativa, o que acaba ajudando um pouco a melhorar a experiência, mas prepare-se! Com mais jogadores, a quantidade de inimigos também aumenta e não se trata de um jogo onde é preciso traçar estratégias em equipe e jogar de forma organizada, tem hora que o jogo acaba se tornando um “cada um por si”. Com o caos da batalha e a velocidade em que tudo acontece não dá tempo de acompanhar o que os outros estão fazendo.

O mais triste para mim em Black Ops III é a narrativa da história. Ela não chega perto da complexidade e da riqueza de detalhes dos games anteriores, tem hora que não dá nem pra entender direito o que está acontecendo.

O foco do enredo gira em torno do dilema moral entre até onde podemos modificar os nossos corpos com tecnologia sem perder a nossa essência humana, questões que enfrentamos hoje em dia no mundo real e que em um futuro próximo provavelmente vão gerar mais discussões ainda.

Esse tema parece legal em um primeiro momento, mas poderia ser mais bem trabalhado, tudo acaba se tornando muito confuso. Com reviravoltas previsíveis e um enredo mal elaborado, o que poderia ser um contexto legal, acaba perdendo a graça.

É triste pensar no rumo que a história da saga Black Ops teve, ela começou épica, conseguiu se superar no segundo game e depois tem uma caída brusca. Quem curte enredos caprichados, complexos e envolventes, provavelmente vai se desapontar dessa vez.

 

CONCLUSÂO:

Definitivamente esse não é o título revolucionário da franquia COD que muitos estavam esperando, mas apesar da história fraca e da campanha entediante, o multiplayer em si está fantástico! Se você é o tipo de pessoa que joga um game para apreciar uma boa história, acho que esse jogo não é pra você, mas se o que te importa é ter um multiplayer divertido, tanto no cooperativo quanto no competitivo, o jogo vale a pena sim. Parece que a preocupação dos produtores está mesmo em garantir uma boa jogatina online e a campanha se torna só um bônus adicional. Por conta disso, Titanfall parece ser um jogo muito mais honesto, porque abandonou completamente o modo single-player e focou apenas no multiplayer, eles não precisaram acrescentar uma campanha solo apenas para “encher linguiça”.