The Division – Análise A3G

Desde o primeiro trailer do jogo da Ubisoft, The Division que ficamos ansiosos por testá-lo. A primeira vez que vimos o game foi na E3 2013 e depois, mais perto do seu lançamento, um outro vídeo foi exibido na E3 2015. Compare as diferenças no game dessas duas demonstrações:

Pois é, dá pra ver de cara que mudou bastante coisa, em 2013 a atual geração ainda não tinha sido lançada e de lá pra cá muita coisa mudou. No vídeo apresentado na E3 2015, quem assistiu ficou de queixo caído vendo um jogo que parecia acima da média, mesmo para o PS4 e Xbox One:

O vídeo aí em cima é narrado pelo diretor de produção do game, ele explica algumas coisas do game e o visual é impressionante, bonito demais!

Na Brasil Game Show 2015, a Ubisoft trouxe o game ao evento e nós entrevistamos o Tommy Alvarez, o diretor de arte do game. Nesse ponto as nossas expectativas estavam no máximo!

E enfim, o jogo foi lançado este mês, no dia 08/03/2016 e finalmente tivemos a oportunidade de jogar um jogo que recebe a marca de Tom Clancy’s, um especialista das forças armadas dos Estados Unidos que ficou famoso por seus livros e jogos da franquia Rainbow Six.

Quando iniciei o game pela primeira vez, fiquei impressionado com os gráficos. O jogo é sim, muito bonito, um dos mais bonitos da geração atual.

A dublagem é muito bem feita, na boa, dessa vez está no mesmo nível de qualidade da dublagem americana, nesse ponto eles estão de parabéns.

Apesar do meu encantamento com a qualidade dos gráficos, tive uma surpresa ao ver gente reclamando na internet de que o jogo não estava tão bonito quanto no vídeo da E3 2016. E quando observei com mais cuidado, de fato o jogo mostrado no vídeo era sim, mais bonito do que o game de verdade. A seguir tem o vídeo da Eurogamer mostrando a diferença e reclamando o mesmo que a gente:

Isso já tem se tornado algo frequente, especialmente com os jogos da Ubisoft, vocês se lembram de Watch Dogs? Rolou exatamente a mesma coisa. Mas até que dessa vez a diferença não era tão exorbitante assim, o jogo está bonito nos consoles, só que não tanto quanto no vídeo da E3.

Superado o meu encantamento com os gráficos e com a dublagem, comecei a jogar e a primeira coisa que você se pergunta logo de cara é, “Porque será que esse jogo tem o nome Tom Clancy’s?”.

Deixa eu explicar… Quem está acostumado com jogos Tom Clamcy’s, espera uma jogabilidade mais realista, algo diferente de jogos como Call Of Duty e Gears of War. Acontece que dessa vez o jogo se parece e muito com esse estilo e não tem realismo nenhum. Você é simplesmente um cara fodão que sai mandando bala em todo mundo, não é preciso muita estratégia ou preocupação com a sobrevivência, pois aqui, você é o Rambo da parada.

Quanto a física… que se dane! As balas vão com tudo, não precisa calibrar mira, as balas não sofrem efeito de física ou coisa do tipo, basta mirar e apertar os gatilho que ela acerta o alvo, simples assim, mesmo quando você usa um rifle de precisão, basta colocar o inimigo no centro da mira e atirar que irá acertar seu alvo independente da distância.

Ok! Vamos superar o fato do jogo só ter usado o nome Tom Clamcy’s para fazer marketing, esquecer isso e nos ater a jogabilidade, afinal o que importa é a diversão não é mesmo?

Pois é, aqui temos de levar em conta duas coisas, o jogo é divertido sim, mas quando funciona. Resumindo… o jogo é muito, muito bugado mesmo!

Pense num bug clássico… inimigo agarrado na parede, erros de colisão e coisas do tipo, você com certeza vai encontrar todos eles no game.

Só que isso muitas vezes passa batido quando não interfere na jogabilidade, mas e quando o jogo te trava em um momento crítico e você tem de voltar seu save porque não há mais nada o que fazer? Pois é, isso rolou comigo e com muitas pessoas, basta dar uma pesquisada na internet que você vai ver várias pessoas reclamando de bugs diferentes.

Um bug que eu vi na net, rola quando você tem um boss e de repente, do nada, o HP dele some e ele se torna imortal. Simplesmente não há o que fazer, apenas morrer ou começar de novo.

Isso se torna mais agravante ainda pelo fato de The Division não ser um jogo fácil e nem sempre o save está perto de onde o bug ocorreu, ou seja, você vai ter de passar por tudo de novo, chegar no mesmo lugar e torcer para que dessa vez o bug não aconteça.

Em alguns fóruns, vi discussões interessantes de pessoas tentando evitar esses bugs dizendo coisas como, “Ao chegar no chefe tal, não vá para a direita, vá para esquerda se não dá pau” ou, “Não use a granada ou a arma tal em determinado momento, se não o jogo buga”… e por aí vai… não sei se as dias eram verdeiras, mas é só pra ter uma ideia do desespero da galera.

Acontece que isso é mais uma coisa que tem se tornado frequente nos jogos da Ubisoft (vocês se lembram do bug do terror em Assassin’s Creed Unity, clique aqui e confira). Com certeza, em pouco tempo, serão lançados pacotes de correção que irão resolver esses problemas, afinal, de uns tempos pra cá a coisa tá desse jeito, eles lançam o jogo na versão beta mesmo e vão corrigindo a medida que a galera vai reclamando, o que na minha opinião é uma falta de respeito com o consumidor que faz a pré-compra ou que adquire o produto na data de lançamento.

Quanto ao enredo do game, ele é bem legal! Uma contaminação aconteceu em Nova York e o bicho tá pegando por lá. A cidade foi isolada e ninguém é de ninguém, vários grupos tomaram conta da cidade e The Division é a equipe tática que vai lá pra colocar ordem na parada. Pena que ele é muito pouco explorado, o jogo tem poucas cutscenes para explicar direito o que está acontecendo e cabe ao jogador se virar para se inteirar dos fatos lendo informações nos colecionáveis e coisas assim, algo que eu particularmente não tenho paciência de fazer.

A maioria vai jogar apenas dando tiro pra todo lado e pronto, zerou o game! O que é legal no enredo simplesmente vai passar batido.

Agora eu te pergunto, como dar uma nota para um jogo que ainda parece estar na fase beta?

CONCLUSÂO:

Se você ler este post muito tempo depois do lançamento de The Division, pode ser que já não tenha mais esses bugs e que tudo esteja funcionando bem, ou seja, nesse caso você pode até achar injusta a avaliação que eu vou dar aí em baixo. Mas convenhamos, em um jogo de uma franquia consagrada e de uma produtora de peso como a Ubisoft, não dá pra pegar leve e deixar passar batido. Sem os bugs, o jogo mereceria a nota 80 em 100, mas como eu joguei no lançamento e sei que estes bugs existiram, fica aí a minha avaliação final, pois mesmo que tudo seja corrigido, eu e quem está jogando o game agora, não vamos nos esquecer disso. Pré-Order da Ubisoft nunca mais! Eles vão ter de se virar e oferecer muitos bônus e descontos pra me convencer a fazer uma pré-compra no futuro.

Nota final:

 Nota 65